| Comunicação visual e interativa como estratégia na criação de sites |
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Tudo comunica o tempo todo. Não, eu não estou louco. TUDO comunica o tempo todo. Uma roupa, uma casa, um sofá, um carro, uma fruta, enfim, tudo comunica o tempo todo. Uma roupa consegue comunicar o estilo de seu dono. Uma casa também consegue comunicar muita coisa sobre quem mora nela. Uma fruta consegue dizer se está madura ou não. E como ela consegue nos dizer isso? Vamos supor que seja pela sua aparência, ou seja, usando nosso sentido visual. Neste caso, temos que ter vivido experiências anteriores que nos consigam interpretar o que a fruta está tentando nos comunicar. Imagine a situação hipotética de vermos uma fruta pela primeira vez. Será que conseguiríamos dizer se ela está boa ou não para consumo? É claro que não. Teríamos que pedir a alguém que tenha conhecimento prévio sobre essa fruta que desconhecemos. É como falar com um chinês sem conhecer mandarim. Portanto, podemos afirmar que para entender uma mensagem, devemos ter conhecimento prévio da linguagem. Temos que possuir um repertório que consiga interpretar o que estamos vendo (ou ouvindo, sentindo, cheirando, tocando, vivenciando etc) para transformar essa mensagem em algo que possa ser interpretado pela nossa mente.
Na comunicação visual, podemos manipular as mensagens visuais através de símbolos/ícones que representam determinados conceitos na mente das pessoas. Se pedirmos a alguém que levante uma caixa de isopor pintada de preto com sua textura modificada para ficar semelhante a uma caixa de ferro maciço, pode ser que essa pessoa caia de costas devido à força despendida para erguer tal caixa. Isso é um pré-conceito, que nos cega e nos faz cometer alguns erros. Em um site na internet não é diferente, tudo comunica. O visual do site comunica. A informação comunica, e o que é mais interessante, a experiência do usuário comunica. Isso é o que eu chamei no título de comunicação interativa. Quer um exemplo? Darei. Eu, particularmente, gostava muito do meu plano de saúde. Possui em sua rede de referenciados os melhores hospitais e clínicas de Curitiba. Mas outro dia, ao procurar um laboratório para realização de um exame via internet, notei um erro muito grave no site da empresa. Ao preencher o formulário informando o estado do Paraná, precisei informar também a cidade (era um campo obrigatório). E pasmem, não continha na lista a cidade de Curitiba. E agora? O que eu faria? Precisava encontrar um laboratório, mas o sistema não me permitia. Automaticamente, a minha experiência negativa ficou armazenada em meu cérebro como algo negativo sobre a empresa. E não adianta dizer o contrário, o negativo sempre tem um peso maior do que o positivo. Não importa todas as vezes que eu fiz a minha pesquisa com êxito. Uma única vez que o site não me permitiu fazer o que eu estava querendo foi o que bastou para eu me decepcionar. Tive que pegar o telefone, verificar o laboratório e fazer minha reclamação. Perceberam como a minha experiência me comunicou algo negativo. Para criar sites eficientes, temos que alinhar todas as formas de comunicação para transmitir a mensagem desejada. A comunicação textual, a visual, a auditiva (para sites que contenham áudio) e, porquê não, a interativa. A experiência, boa ou ruim, que o usuário tem na interação com seu site determinará um pré-julgamento (bom ou ruim) de sua empresa. É o mesmo pré-conceito de que falamos acima. Por isso, faça o possível para tornar a experiência de navegação no seu site positiva para que seu cliente tenha um conceito positivo de sua empresa. Ah! Só mais um detalhe: uma fruta consegue se comunicar não só pelo seu aspecto visual, ou seja, está além de sua aparência. Consegue comunicar também através de outras linguagens, como o cheiro, a textura e o pa (lembre-se: tudo comunica o tempo todo).
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