| Teste de usabilidade para websites = teste de campo |
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Para que o usuário de seu site tenha uma boa experiência de navegação é necessário que a interface seja fácil de usar, intuitiva e que tenha uma boa curva de aprendizado. Mas como saber seu o seu site possui estes requisitos básicos de usabilidade? Simples. Testando a interface com o seu público-alvo. A questão aqui é saber se você deve pagar para um fornecedor pelo desenvolvimento de seu website sem que você tenha certeza de que será bem aceito pelos seus clientes. Para continuar este artigo, vou fazer uma analogia entre webdesigner e designer gráfico. Para um designer gráfico, ao projetar uma embalagem de shampoo para ser exposto no ponto de venda, por exemplo, não adianta imprimir em sua impressora jato de tinta em tamanho reduzido, ler, checar as imagens e mandar para gráfica. Para saber se realmente sua solução será eficiente, ele deverá prototipar a solução, incluí-la na gôndola do supermercado junto com seus concorrentes e observar os clientes quando se depararem com a embalagem criada. Dependo do feedback do público é que podemos dizer se o projeto foi bom ou não, e fazer as correções necessárias. É preciso, portanto, incluir o produto num ambiente real (junto aos concorrentes) e saber como o público se comporta ao se deparar com todas as embalagens de shampoo expostos na gôndola de teste. Ok! Ninguém quer pagar para desenvolver um projeto que não tenha certeza de que está 100% certo.E você também não. E aqui temos um grande paradigma. Devemos pagar para ter um produto sem sabermos se a solução adotada está correta? Minha resposta: sim. Uma das diferenças entre a web e outras mídias é a facilidade de atualização. Seria muito difícil substituir todas as embalagens de um produto ao perceber que não está sendo eficiente. Sem dúvida, seria. Mas não é difícil mexer numa embalagem logo depois da prototipação (e é para isso que ela serve). No mercado de embalagem, isso chama-se “teste de campo”, que consiste e protoripar um objeto, inseri-lo num ambiente de teste mais parecido com o real (junto aos concorrentes, mesma iluminação, mesma altura etc) e saber como o público (que são algumas “cobaias” com as mesmas características do público-alvo) se comporta ao se deparar com todas as embalagens de shampoo expostos na gôndola. Mas chega de falar de embalagem e começar a falar de web que é o nosso business. O exemplo da embalagem foi só para te ajudar a quebrar esse paradigma de que não devemos pagar para ter um produto que ainda possa sofrer alterações para ser melhorado. Na internet, a atualização é extremamente mais fácil se comparada com outras mídias.Claro que não devemos usar isso como desculpa para mudar tudo o tempo todo nos sites que produzimos, pois apesar de mais fácil e barato do que na mídia impressa, por exemplo, ainda assim possui um custo, que basicamente se resume ao valor/hora da agência. Para testes de usabilidade em sites também usamos “cobaias”, que são pessoas que se assemelham o máximo possível com o público-alvo do site. Elas deverão efetuar determinados testes, como achar alguma informação ou interagir de alguma forma com o produto. O designer deve avaliar o comportamento dos internautas-cobaias e perceber suas dificuldades em executar determinadas tarefas. Acredite, sempre há coisas que podem ser melhoradas. Estes testes são aplicados, normalmente, em sites com grande volume de informação e interação. Sites institucionais normalmente não utilizam esse recurso, pois já temos conhecimentos de alguns padrões na web que são bem aceitos por todos que navegam na internet. Mas mesmo em sites pequenos, é importante que o designer conheça um pouco dos princípios de usabilidade para facilitar ao máximo a navegação e tenha uma experiência agradável ao utilizar o serviço que o webdesigner projetou.
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